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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Identidade olfativa - tendência mundial

Assim como uma identidade visual inovadora pode servir de diferencial para uma empresa, a identidade olfativa começa a ganhar espaço definitivo no processo de construção de marca. Especialistas em tendências de branding identificaram, no ano passado, que o segmento de identidade olfativa cresceria rapidamente, atingindo todo o mundo, e a previsão se realizou.

O olfato é um dos sentidos que, quando estimulado, resulta numa experiência altamente emocional. Como parte do user experience, ou seja, a forma como o usuário/consumidor vivencia a marca e a relação emocional que se constrói a partir dessas experiências, uma identidade olfativa bem construída pode render relacionamentos duradouros com consumidores, e atrair consumidores em potencial porque, por exemplo, aquela loja de chocolates tem o mesmo cheirinho da cozinha da sua avó…

A criação de identidades olfativas é comum a algum tempo se considerarmos os perfumes criados para marcas famosas como Carolina Herrera, Dolce &Gabanna e Channel (não, essas marcas glamorosas não criam suas próprias fragrâncias… isso fica a cargo de empresas como a Firmenich). A novidade que se espalhou pelo branding mundial é a inclusão de perfumes tão distintos quanto esses de “grife” nos sistemas de air care de diversos tipos de pontos de venda, desde lojas de tênis até de roupa de cama. Que Glade que nada, o diferencial da marca moderna é ter seu próprio cheiro. A interação visual-olfativa nos pontos de venda resulta em uma experiência sinestésica, emocional e marcante para o consumidor.

Essa tendência já é bem notável no Brasil. A difusão de sistemas de air care, tanto em ambientes residenciais quanto comerciais, promoveu uma evolução no mercado de cheiros e hoje já é comum passear em um shopping center e se deliciar com alguns aromas distintos. A loja de tênis Vírus, que revende a marca Converse All Star, criou uma atmosfera tranquila e energizada com um aroma de baunilha e ar-condicionado refrescante, o qual se repete em todas as suas lojas. Esse é apenas uma de uma série de marcas brasileiras que aderiram à identidade olfativa. Para conhecer outros exemplos basta andar por centros comerciais de olhos e narizes bem abertos.

Mas será que, assim como a carga de informação visual é, muitas vezes, demais para nossos olhos absorverem e nossos cérebros processarem, os cheirinhos de muitas marcas não vão dar um nó no nosso nariz?

É esperar para ver, digo, cheirar.

Fonte: http://linhasesuperficies.wordpress.com
Chris Pearson
Março 18, 2008

sábado, 13 de junho de 2009

Emoção ajuda a vender

Lojas usam aromas para atrair e lembrar consumidores dos seus produtos.

Silvana Caminiti


A cada dia novas estratégias de marketing surgem no varejo com um só objetivo: atrair o consumidor e reforçar a imagem da empresa com o cliente. Uma das novidades nesse campo é o marketing olfativo, que conquista o cliente pelo cheiro, fazendo com que ele fixe o aroma à marca.

O conceito é simples: quando inspiramos um aroma, o cérebro ativa o sistema límbico, responsável pelas emoções. Sempre que sentir aquele perfume, o consumidor lembrará automaticamente daquele lugar ou produto.

"O consumidor é emocional e a idéia é exatamente aumentar o impulso emocional e diminuir a resistência racional a uma compra", explica o consultor de varejo do Sebrae, Luiz Carlos Martins.

Uma das empresas que oferecem perfumes para serem trabalhados como ferramentas do marketing olfativo é a Biomist Aromasys, que trabalha com 28 diferentes tipos de fragrâncias, com aromas de flores, plantas, frutas e até mesmo de perfumes famosos ou exclusivos, desenvolvido especialmente para esse ou aquele cliente.

O perfume é infundido no ambiente com um aparelho à base de pilhas, em intervalos regulares. Entre os mais de mil usuários do sistema em todo o País, está a Titele, loja de utilidades para o lar, no Largo do Machado, no Rio. Fátima Ferreira, sócia da loja, conta que há cinco meses passou a usar o Angel, um perfume suave, na empresa e que já é possível ver os resultados. "Os clientes quando entram logo notam o aroma e adoram, pois também ajuda a tornar o ambiente mais agradável", diz. .


Outubro/2002
JORNAL O DIA
Negócios de Sucessos

MARKETING SENSORIAL: COMO ATINGIR TODOS OS SENTIDOS DOS CONSUMIDORES NA HORA DA COMPRA

Thiago Terra

Na busca pela integração cada vez maior entre clientes e produtos, as empresas estão buscando outras ferramentas para agregar valores às marcas e trabalhar com os cinco sentidos do ser humano na compra vem surtindo efeito direto no aumento das vendas, segundo especialistas e profissionais que desenvolvem este segmento. A utilização deste mecanismo sensorial em uma promoção, por exemplo, está relacionado ao posicionamento da marca perante o mercado de consumo.

Aproximar o consumidor ao universo do produto tem sido a tarefa deste segmento. Procurando agregar valor a marca, proporcionando ao consumidor uma experimentação sensorial diferente, Carlos Palomino, Diretor Executivo da Dabster, empresa de marketing promocional, explica como as empresas estão se preparando para o marketing sensorial com a teoria de que um estímulo sensorial sempre gera curiosidade, aguça a curiosidade dos consumidores de qualquer tipo de produto através de estímulos sensoriais. “Além de muito benéfico, aumenta o número de experimentações e também a abrangência que esse produto pode atingir”, diz Palomino em entrevista ao Mundo do Marketing.

Preparar uma empresa para trabalhar com o marketing sensorial é desenvolver estratégias e materiais nos pontos de venda para impactar o consumidor nas lojas. Em muitas companhias, chamar a atenção do consumidor e reter ele dentro da loja pode estar relacionado com alguma experiência sensorial com o produto ou marca. A Aktuell p.s.v.a, empresa que recentemente ganhou o primeiro lugar no prêmio Melhor Campanha junto ao Varejo do Globes Awards 2007, realizado pela AMPRO, desenvolveu uma série de ações inovadoras para apresentar os benefícios do produto Supradyn, da Bayer, e estimular a experimentação do produto.


Marketing de experiência

Um dos destaques é o SupraCine, que acontece até o dia 17 deste mês, é a apresentação de um vídeo em 4D para o público. O filme reproduz efeitos especiais, como de vento, cheiro de café, pingos de água, trabalhando assim, com os sentidos sensoriais dos consumidores, segundo Rodrigo Rivellino, Sócio da Aktuell. “Esta é uma experiência importante porque busca sensações residuais nos consumidores e com isso, cada vez mais o produto atinge o maior número de integração possível com o consumidor”, afirma ao site.

Tudo o que é feito para atingir os consumidores aguçando seus sentidos é através do marketing de experiência. A marca Villa Romana utiliza em todas as lojas de qualquer lugar do país, o mesmo layout, a mesma arquitetura para que haja um reconhecimento do público à marca através do sentido da visão. Para aprofundar mais neste segmento, a marca aderiu o marketing olfativo e conseguiu atingir um nicho de mercado que ninguém conhecia. “A audição, o tato e a visão já eram utilizados no mercado, então a BioMist trouxe esta idéia da Ásia e Europa”, diz Rubens Valentim, responsável pelo marketing da BioMist, empresa especializada neste segmento. Para o executivo, a tendência é que as empresas queiram que o consumidor tenha apenas um relacionamento com a marca e não com o produto.

O Marketing Olfativo é definido em três características principais que classificam sua importância em uma estratégia de marketing. A primeira é fazer com que o cliente passe mais tempo na loja, sem que ele perceba, através de uma fragrância agradável no local, que tenha a ver com o público da loja e a marca, e assim o consumidor dispõe de mais tempo para efetuar suas compras.


Experiência da marca

A segunda característica é a aplicação da Logo olfativo, que é uma fragrância exclusiva da marca, que é recolhida com um briefing que abrange cores, marca, layout, particularidades da marca, arquitetura, segmento, produtos, etc, desenvolvendo isto nas lojas através de aparelhos que aromatizam o ambiente automaticamente, sem gerar trabalho a mais para funcionários no ponto de venda. Quando a loja é grande pode ser utilizado o ar-condicionado central ou um aparelho maior ainda para lojas que não utilizam refrigerador de ar. “As lojas não podem ficar presas apenas a aromatização delas, nós fazemos também a aromatização de gôndolas, anúncios em revistas, malas diretas, brindes, catálogo. A marca vai para a casa do cliente”, diz Valentim, da BioMist.

Como novidades para este setor muitas tecnologias estão sendo desenvolvidas para gerar estímulo e agregar valor na experimentação dos produtos. Exemplos de inovações são as telas interativas, os filmes 3-D, aromas micro-encapsulados que liberam o mesmo odor do produto ou relacionado ao conceito dele. O diretor da Dabster ressalta a experiência sensorial que traz o consumidor ao conceito da empresa e os faz vivenciar e se aproximar ao que é a marca. “É como deixar um carimbo na mão do consumidor, o que é melhor do que um folheto ou uma abordagem”.

O retorno para quem utiliza o marketing sensorial vem dividido em três partes: faz o consumidor permanecer o maior tempo no ponto de venda, chama a atenção para uma ação e aumentar as vendas. Rubens Valentim, da BioMist, diz que este segmento aumenta as vendas diretamente e em feiras, as pessoas sentem o cheiro do produto de longe e vão até o stand.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Identidade olfativa - tendência mundial


Assim como uma identidade visual inovadora pode servir de diferencial para uma empresa, a identidade ofaltiva começa a ganhar espaço definitivo no processo de construção de marca. Especialistas em tendências de branding identificaram, no ano passado, que o segmento de identidade ofaltiva cresceria rapidamente, atingindo todo o mundo, e a previsão se realizou.

O olfato é um dos sentidos que, quando estimulado, resulta numa experiência altamente emocional. Como parte do user experience, ou seja, a forma como o ususário/consumidor vivencia a marca e a relação emocional que se constrói a partir dessas experiências, uma identidade olfativa bem construída pode render relacionamentos duradouros com consumidores e atrair consumidores em potencial porque, por exemplo, aquela loja de chocolates tem o mesmo cheirinho da cozinha da sua vó…

A criação de identidades olfativas é comum a algum tempo se considerarmos os perfumes criados para marcas famosas como Carolina Herrera, Dolce & Gabanna e Channel (não, essas marcas glamourosas não criam suas próprias fragrâncias… isso fica a cargo de empresas como a Firmenich). A novidade que se espalhou pelo branding mundial é a inclusão de perfumes tão distintos quanto esses de “grife” nos sistemas de air care de diversos tipos de pontos de venda, desde lojas de tênis até de roupa de cama. Que Glade que nada, o diferencial da marca moderna é ter seu próprio cheiro. A interação visual-olfativa nos pontos de venda resulta em uma experiência sinestésica, emocional e marcante para o consumidor.

Essa tendência já é bem notável no Brasil. A difusão de sistemas de air care, tanto em ambientes residenciais quanto comerciais, promoveu uma evolução no mercado de cheiros e hoje já é comum passear em um shopping center e se deliciar com alguns aromas distintos. A loja de tênis Virus, que revende a marca Converse All Star, criou uma atmosfera tranqüila e energizada com um aroma de baunilha e ar-condicionado refrescante, o qual se repete em todas as suas lojas. Esse é apenas uma de uma série de marcas brasileiras que aderiram à identidade olfativa. Para conhecer outros exemplos basta andar por centros comerciais de olhos e narizes bem abertos.

Mas será que, assim como a carga de informação visual é, muitas vezes, demais para nossos olhos absorverem e nossos cérebros processarem, os cheirinhos de muitas marcas não vão dar um nó no nosso nariz?

É esperar para ver, digo, cheirar.

Fonte:http://linhasesuperficies.wordpress.com/
Março 18, 2008

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Identidade / Memória Olfativa

Nosso computador pessoal (cérebro) registra informações desde o útero. Sabemos que os registros podem ser buscados a qualquer momento,bastando um gatilho de ordem emocional ou mesmo físico para que a lembrança aflore.

Falar de memória olfativa poderia nos remeter em uma fração de segundos ao útero materno, primeiro aconchego de impressões sensoriais do ser humano em estado de matéria. As pesquisas comprovam que o bebe reconhece sua mãe pelo cheiro e que o padrão do sistema límbico, responsável pela memória, sentimentos, reações instintivas e reflexos, gera arquivos de memória que nos acompanham pela vida afora.

Tudo isso recebemos através do mais primitivo dos sentidos,o olfato, que está diretamente ligado aos mecanismos fisiológicos que regem as emoções. Todo este processo tem um caminho certo: o aroma passa pela narina e atinge o sistema límbico.

Este conjunto complexo de mecanismos nos remete à lembranças que, no caso dos aromas, marcam momentos em nossas vidas. Algumas pessoas têm uma memória olfativa mais aguçada que outras. O cérebro armazena informação e para pessoas com este grau de percepção as lembranças vêem com a riqueza de detalhes da experiência vivida.

Os vários cheiros têm muito a nos dizer, tanto de forma positiva quanto negativa. Este processo nos leva a ressuscitar lembranças que podem destravar processos bloqueados. Estamos falando aqui sobre indivíduos e o que este processo pode operar nele. Em um grupo maior os efeitos podem ser muito positivos e este é o segmento que a Identidade Olfativa procura como diferencial. Nosso cérebro conhece nossas experiências e podemos compará-lo ao hardware que armazena programas complexos em informação e sensação.