Mostrando postagens com marcador percepção olfativa; adolescência.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador percepção olfativa; adolescência.. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de novembro de 2010

Consultórios aromatizados

Aromatização em consultórios atua positivamente na percepção dos pacientes.

O marketing olfativo é cada vez mais usado em países do mercado Europeu, nos Estados Unidos, Brasil e alguns países asiáticos como o Japão e Coréia.  Além dos estímulos visuais, auditivos, táteis e gustativos - capazes de criar um diferencial emocional – diversas clinicas e consultórios no Brasil estão começando já a trabalhar também a aromatização para influir positivamente na percepção dos pacientes.


Diversos estudos feitos nos Estados Unidos demonstraram que o valoração das pessoas em relação aos serviços profissionais prestados em ambientes aromatizados é mais favorável do que aqueles fornecidos em ambientes sem fragrância. Cientes desta ferramenta, profissionais da área da saúde utilizam a aromatização professional de ambientes para melhorar a “primeira impressão” dos pacientes que ingressam na sala, proporcionar um ambiente acolhedor e agradável durante a permaneça na sala de espera, reduzir a percepção dos tempos de espera e - finalmente - diminuir a ansiedade.


Mas, para escolher e aplicar o aroma adequado que permita atingir estes objetivos vale lembrar quatro aspectos que são críticos :


1 -entender claramente o efeito pretendido na percepção das pessoas(a chamada também “proposição de valor”).
2 -considerar o perfil do “público alvo” (sexo, idade, estrato social).
3 -“casar” a fragrância com a decoração do ambiente (cores, texturas, mobiliário).
4 -contratar um sistema de difusão eficiente.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Reconhecimento olfativo em adolescentes

Francisco B. Assumpção Jr. e Samantha Adamo

Resumo

Os autores avaliaram 125 adolescentes com idades entre 11 e 17 anos de idade, provenientes de escola estadual da cidade de São Paulo, por uma bateria de 12 odores diferentes. Em um primeiro momento foi pedida a identificação dos respectivos odores sem nenhum estímulo facilitador, imediatamente após pediu-se sua identificação a partir de quatro alternativas para cada um. Vinte e cinco dias após, foram reapresentados sem nenhum estímulo facilitador. Os dados foram analisados a partir do teste T e, da análise de variância (Anova) sendo observado pequeno índice de reconhecimento na primeira exposição, reconhecimento total com as quatro alternativas apresentadas e reconhecimento parcial, superior à primeira apresentação, 25 dias após. Não se observaram diferenças quanto à idade, e alguns dos odores foram mais facilmente reconhecíveis que outros. Concluiu-se que a nomeação dos odores depende de aprendizado mesmo que as diferenças entre eles seja percebida. Da mesma forma, o aprendizado mostrou-se importante para a estocagem das informações, o que é percebido na apresentação 25 dias após. Embora o teste não possa ser utilizado a partir de um ponto de corte que defina normal e patológico, pode ser utilizado para avaliar diferentes populações com problemas neuropsiquiátricos para, gradualmente, se estabelecer padrões de normalidade.

Reconhecimento olfativo em adolescentes - Trabalho realizado como parte das atividades do projeto “Distúrbios do desenvolvimento”, Departamento de Psicologia Clínica do IPUSP.
Francisco B. Assumpção Jr. - Professor associado do Departamento de Psicologia Clínica, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo. Endereço para correspondência: cassiterides@usp.br
Samantha Adamo - Fonoaudióloga, Departamento de Psicologia Clínica, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo