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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Além do que os olhos podem ver: Marketing olfativo em números

O texto faz parte da monografia de Bruno Xavier sobre "MARKETING OLFATIVO COMO ESTRATÉGIA DO BRANDING SENSORIAL NAS LOJAS DO MANAÍRA SHOPPING.(João Pessoa), uma análise interessante sobre a incidência e o volume de informação sobre o tema. Em relação ao mercado brasileiro, a pouca informação sobre esta nova ferramenta de marketing, e sua mensuração quantitativa e qualitativa ainda é uma realidade. O controle sobre resultados que poderiam ser mais abrangentes, e que trariam um melhor resultado para todo o mercado, ainda parece longe de ser realidade. Contudo é um nicho que esta tomando um formato próprio, com empresas nacionais consistentes, e um mercado consumidor que entendeu o objetivo e uso da aromatização ambiental.

Boa leitura!

Focando na faixa sensorial do olfato e no marketing olfativo, uma indagação que paira no ar se volta diretamente à mensuração de resultados obtidos através do uso dessa estratégia. Logicamente é muito mais fácil mensurar o número de pessoas que viram um comercial ou um post de uma marca em uma rede social. Mas em relação ao marketing olfativo? Isto seria possível? Bruno Xavier

Aroma Essencial

sábado, 13 de junho de 2009

Varejo calçadista investe em marketing olfativo

Em tempos em que se desenha um novo perfil de consumidor - mais interessado em unir emoção às compras -, o varejo precisa estar atento a diferentes maneiras de conquistar seu público-alvo. Além de uma bela vitrine, uma excelente exposição interna de produtos e um layout caprichado, uma nova ferramenta vem sendo utilizada pelo varejo calçadista: o marketing olfativo. Ao lado da preocupação com o visual, algumas empresas já passam a utilizar a estratégia, que visa criar uma identidade própria no ponto-de-venda a partir de fragrâncias pré-determinadas através de uma avaliação do tipo de negócio. Bastante presente no comércio de outros países, o conceito começa, aos poucos, a ganhar força no Brasil e conquistar o segmento. A rede Bayard Esportes (São Paulo/SP) já utiliza o recurso há três anos e acredita que conseguiu desenvolver uma espécie de assinatura olfativa junto aos seus consumidores. As oito lojas da empresa contam com uma fragrância especial, desenvolvida para fazer com que o cliente associe a prática do esporte à sensação agradável de estar em meio a natureza. Ao entrar na loja, o cliente aspira um aroma levemente amadeirado que lembra o Parque do Ibirapuera, tradicional reduto dos atletas na capital paulista. “Hoje em dia é necessário ir além do produto e do visual. É preciso criar uma identidade própria e esta ferramenta está sendo muito eficiente neste sentido. Afinal, este cheiro é só nosso, de forma que as pessoas passam a lembrar dele”, acredita. O mesmo conceito é utilizado pela Via Uno, presente no Brasil e no exterior com 60 pontos-de-venda. Todas as unidades contam com uma fragrância específica, que é acionada por um mecanismo próprio para aromatizar o ambiente. Segundo o gerente de franquias da marca, Alexandre Pereira, o sistema já é utilizado há um ano e partiu de uma iniciativa da companhia em melhorar o ambiente das lojas. “Tomamos conhecimento desta nova ferramenta de marketing e passamos a procurar uma empresa que pudesse nos oferecer um cheiro agradável. Escolhemos um aroma floral, que é utilizado em todas as filiais no mundo, e estamos bastantes satisfeitos com os resultados”, conta. Estudos realizados no Canadá mostram que uma aromatização com discretos traços de notas doces e cítricas num shopping center local elevou o gasto médio de compras de U$ 55 para U$ 90 na semana do teste de aromatização em comparação ao período anterior. A informação é de Julio Yoon, diretor da Biomist (São Paulo/SP), empresa especializada no assunto. De acordo com ele, o marketing olfativo no varejo faz uso de um conceito multi-sensorial, que estimula os campos visual, auditivo, tátil, degustativo e olfativo, para que o ambiente fique mais atrativo, agradável e persuasivo. “Assim, os clientes permanecem mais tempo dentro das lojas e as chances de se fazer uma compra aumentam”, analisa. Os aromatizadores utilizados pelas empresas são estrategicamente instalados no ambiente, programados para borrifar a fragrância de tempo em tempo e numa quantidade suficiente para o sucesso da ação. Cada aparelho é capaz de perfumar espaços de, aproximadamente, 35 m2. Em locais maiores a aromatização pode ser feita através do ar condicionado. Mas como saber qual a fragrância certa para cada tipo de negócio? “Acreditamos que cada loja tem uma necessidade específica e sempre colhemos informações do perfil da mesma e do seu público. Sugerimos para lojas de calçados as fragrâncias herbais ou mesmo os amadeirados. Mas há exceções, temos como exemplo uma loja de calçados infantis aromatizada com essência de tutti-frutti”, informa.

Fonte: Jornal Exclusivo -
http://www.exclusivo.com.br

terça-feira, 21 de abril de 2009

Marketing olfativo começa a ser usado por empresas brasileiras

Air Berger traz técnica ao Brasil

Uma cadeia de lojas de moda praia com cheiro que remete ao mar, uma empresa com posicionamento relacionado à sustentabilidade com aroma que lembra a natureza, ou cada seção de uma megastore com fragrâncias que impulsionam a venda de seus produtos. Esses são alguns exemplos de projeto de marketing olfativo que a Air Berger traz para o Brasil.

“O olfato é responsável por 35% da memorização, a visão, por somente 5%”, conta Marcelo Ginzberg, sócio da Onig, empresa criada para trazer o conceito com exclusividade ao país. “E o uso do marketing olfativo já se provou uma ferramenta importante para a imagem e as vendas de diversos setores da indústria, de comida a tênis”, acrescenta.

“Nosso conceito é profissional, um projeto inteiro de marketing olfativo é pensado para cada situação”, explica Ginzberg. “Enviamos o projeto para a Air Berger na França que, em 10 dias, devolve uma prova de fragrância para aquele cliente”. Para elaborar cada cheiro, o laboratório dispõe de mais de 300 aromas. No local, são instalados difusores que quebram o líquido em microgotas, espalhando uniformemente a fragrância pelo ambiente.

No Brasil desde abril, a tecnologia da Air Berger já está sendo utilizada pela loja de cristais finos Baccarat, a fim de potencializar as vendas do perfume Annick Goutal, pelo Buffet La Luna, pelo Thai Spa (clínica de beleza), e por multimarcas de roupa infantil (Mariangela Blois) e de calçados (Bini), todos em São Paulo. Já há também negociações em andamento com uma grande rede de varejo, outra de moda e também com um banco.

Ao redor do mundo, a Air Berger atende grandes redes hoteleiras, como Hyatt, Mercure e Club Med, e hotéis exclusivos, como Plaza Athénée e Ritz; marcas do mercado de luxo (Swarovski, Galeries Lafayette, Hugo Boss, Max Mara); e outros clientes corporativos, como HSBC, BNP Paribas e Leroy Merlin.

Estatísticas de marketing olfativo
Um estudo encomendado pela Air Berger francesa constatou os seguintes resultados:
Varejo
O estudo foi realizado com uma amostra de 156 consumidores em uma loja com projeto de marketing olfativo. O mesmo questionário foi reaplicado na loja alguns dias depois em uma amostra similar:
*A loja aromatizada atraiu 50% mais visitantes casuais;
*A percepção do aroma aumentou em 7,7% a intenção de retornar ao estabelecimento;
* Houve um aumento de 38% nas compras por impulso.

Comparando somente os números da loja aromatizada, também é possível inferir que o marketing olfativo influenciou na decisão de compra – 38% dos consumidores que perceberam o aroma ou foram informados sobre ele acabaram comprando, contra somente 19% daqueles que não notaram o cheiro.

Hotelaria
Pra realizar a pesquisa, um lobby de hotel foi aromatizado e 160 hóspedes foram instados a dar notas de 0 a 10 para aspectos como conforto, modernidade, acolhida, amigável, descanso, bom para seu bem-estar, entre outros. Duas semanas depois, sem odor, o teste foi repetido.

As médias das notas do hotel aromatizado ficaram entre 7,9 e 8,4, nos diferentes critérios. Já no lobby sem cheiro, a pesquisa revelou pontuações médias entre 7,4 e 7,9. Ou seja, a melhor nota do hotel sem marketing olfativo atingiu somente a média mais baixa do mesmo estabelecimento com o projeto instalado.

Fonte:http://www.acontecendoaqui.com.br