O amor deveria ser sinônimo de ternura, sentimento incondicional,sem cobranças. No entanto, ele caminha por varias vertentes e pode chegar ao egoísmo extremo.Hoje é dia de comemorar o Amor dos enamorados, amantes, amigos, conscientes ou inconscientes do seu poder.
Na Aromaterapia vários são os capítulos dedicados a ele-o Amor.Veja algumas dicas quando altos e baixos tomam conta do nosso emocional.
"Está se sentindo irritada, um pouco fora de foco e hipersensível? Experimente um óleo básico como vetiver, talvez com uma gota adicional de patchuli e laranja. Angélica e junípero dispersam a negatividade. O Olíbano ajuda a deixar o passado para trás, assim como quando se está no início de um novo relacionamento e não se consegue parar de pensar no anterior. Para pensamentos obsessivos ou preocupações excessivas com um novo amor, para as situações nas quais você tem dificuldades de enfocar o resto de sua vida, levante o astral com uma essência básica ou centering, como vertiver, nardo, mirra (fragrância preferida entre as hetairai-cortesã grega), ou sândalo. Se você tem problema para falar de si mesma ou de dizer a seu amante o que você precisa, use camomila ou rosa."
"Os óleos essenciais são como uma ponte entre o mundo dos humanos e o das plantas. Cada vez que você usa uma essência com amor, consciência e apreciação estão fortalecendo a teia que conecta toda a vida da Terra. Quanto mais estima e respeito você tiver por seus óleos, melhor será a mistura, tanto na forma como na função. Experimente e você verá!”
Conhecer seu poder de atração é um dom. Usá-lo de forma inteligente é outro dom precioso. Trabalhamos aqui nossa alquimia interior, nosso poder de sedução tanto para o Amor, como para estabelecermos um espaço. Isso mesmo que você leu. Você já deve ter conhecido alguem cujo perfume deixa marca e lembrança. É a magia maior, aquela que nos conecta com a natureza, com a mãe terra, que libera nossa intuição e nosso poder de sedução. Seja feliz!Ame-se muito para poder amar de verdade.
Texto: Cybele Fiorotti
Citações do livro: Aromaterapia para o Amor - Tara Fellner
Rede sobre Marketing Olfativo e Identidade Olfativa. Reúne informação e busca ampliar a discussão sobre o tema. Olfactory Marketing Network and olfactory identity. Gathers information and seeks to expand the discussion on the topic.
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sábado, 12 de junho de 2010
HOMENAGEM AO AMOR
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Fisgado pelo nariz
A fragrância pode ser o fator determinante quando você compra um produto cosmético. Isso acontece porque o olfato tem conexão direta com o processamento de emoções e o armazenamento de memórias, ou seja, uma fragrância pode fazer você torcer o nariz ou trazer-lhe lembranças de ocasiões especiais e sentimentos calorosos. Por isso, a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) investe no marketing olfativo, aumentando o vínculo entre a marca e o consumidor final
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sábado, 4 de julho de 2009
A IMPORTÂNCIA DOS AROMAS
Caminhando pela vida por vezes chegam até mim aromas, sons e outros estímulos sensoriais que me transportam a dimensões muito para além da razão e do entendimento.
Esses sons e esses aromas tem por vezes tal intensidade que despertam na mente desejos, recordações e sentimentos tão fortes que muitas vezes é possível materializar e reviver épocas passadas.
Quando estou só comigo, fico subitamente rodeado por paisagens maravilhosas, de cores suaves e desloco-me por caminhos perfumados pelos naturais odores da natureza, caminhos onde me encontro com pessoas e coisas que fizeram parte desse ambiente num certo espaço e tempo. Caminhos onde misturado com o perfume das flores silvestres, posso distinguir o cheiro forte dos animais, ou o odor da farinha moída, que emana dos sacos de linho branco amontoados no celeiro à muito desaparecido.
Posso ainda escutar com clareza o chiar da roda da azenha que o tempo parou, ou o rilhar das rodas de um carro de mato que há muitos anos deixou de passar sobre a areia grossa do carreiro.
Distingo claramente a figura da Sr.ª. Júlia e do Sr. Luís, velho moleiro, ou do banheiro da praia, numa roda de crianças a quem ele banhou com o amor de um pai.
Nestes caminhos nunca estou só, nunca estou longe ou perto, nestes caminhos nunca estou separado de alguém ou de uma época, porque simultaneamente posso estar em toda a parte, apenas com um, ou com todos, porque nos caminhos do espírito não há espaço nem tempo, e todavia tudo se passa dentro de espaços e tempos certos.
Agradeço a Deus a faculdade dos sentidos que me permitem captar os odores, os sons e as imagens daquilo que me rodeia, ainda que em tempos passados.
Foi hoje por esses caminhos, em Junho de 1996, uma 2ª feira dia de trabalho, pelas oito horas da manhã, que sai de casa para ir trabalhar. Estacionei o automóvel na frondosa avenida dos Príncipes, entre a estação do comboio e a praia da Parede. Quando cheguei à plataforma da estação uma brisa fresca soprava do mar transportando com ela o aroma dos pinheiros aquecidos pelo sol e o cheiro da natureza e dos velhos caminhos, por onde apenas circulam alegres e descuidadas criaturas místicas.
Enquanto esperava absorvia até ao âmago aquele perfume, e quanto mais profundamente respirava mais os fluidos do meu corpo se iam activando e, de tal modo me purificava que a paisagem se ia transformando. Pouco a pouco as modernas construções iam desaparecendo e os pinheiros iam-se multiplicando.
Fiquei a observar aquelas casas do princípio do Século, agora mais evidentes pela ausência das novas construções. Dum colégio, saia um grupo de meninas, com os seus vestidinhos brancos e chapéus de palha de aba larga dos quais se destacavam grandes laçarotes vermelhos. Em fila, mãos dadas, encaminhavam-se pelo pinhal em direcção á praia; eram alunas do Colégio de St.º António em Lisboa, vieram para a época balnear de Junho de 1924.
Uma delas, muito magrinha, transportada ao colo, veio juntar-se ao grupo, muito abraçadinha ao pescoço de um senhor de idade avançada, de bigodinho e cabelos brancos.
Aquela criança está com medo, pensei, e de repente não tive qualquer dificuldade de reconhecer nela a “sardanisca“ ao colo de seu avô, o Augusto Azevedo.
Depois de alguma resistência a menina deixou que a levassem juntamente com o grupo a caminho da praia - um sorriso e ambos se afastaram sempre a olhar para traz até á esquina; nos lábios um sorriso, no coração uma lágrima e á esquina um adeus.
O meu comboio estava prestes a chegar, apercebi-me vagamente que já tinha passado o rápido, olhei para a multidão e distingui entre os demais, Ester, a “sardanisca” no seu vestido branco de saia de roda e sapatos de salto de cortiça em cunha, como é moda agora nos anos cinquenta.
Comunicámos e fiquei a saber que naquele dia, ela e minha Tia Mariana, iam de novo partir para o Luso, Edmundo o motorista de meu padrinho ia leva-las. - Adeus mãe; despedi-me, também eu irei lá ter logo que possa, mas primeiro tenho que escrever um conto sobre a importância dos aromas.
Besnico di Roma - Jun./1996
Fonte:http://memoriasdeumamnesico.blogspot.com
Esses sons e esses aromas tem por vezes tal intensidade que despertam na mente desejos, recordações e sentimentos tão fortes que muitas vezes é possível materializar e reviver épocas passadas.
Quando estou só comigo, fico subitamente rodeado por paisagens maravilhosas, de cores suaves e desloco-me por caminhos perfumados pelos naturais odores da natureza, caminhos onde me encontro com pessoas e coisas que fizeram parte desse ambiente num certo espaço e tempo. Caminhos onde misturado com o perfume das flores silvestres, posso distinguir o cheiro forte dos animais, ou o odor da farinha moída, que emana dos sacos de linho branco amontoados no celeiro à muito desaparecido.
Posso ainda escutar com clareza o chiar da roda da azenha que o tempo parou, ou o rilhar das rodas de um carro de mato que há muitos anos deixou de passar sobre a areia grossa do carreiro.
Distingo claramente a figura da Sr.ª. Júlia e do Sr. Luís, velho moleiro, ou do banheiro da praia, numa roda de crianças a quem ele banhou com o amor de um pai.
Nestes caminhos nunca estou só, nunca estou longe ou perto, nestes caminhos nunca estou separado de alguém ou de uma época, porque simultaneamente posso estar em toda a parte, apenas com um, ou com todos, porque nos caminhos do espírito não há espaço nem tempo, e todavia tudo se passa dentro de espaços e tempos certos.
Agradeço a Deus a faculdade dos sentidos que me permitem captar os odores, os sons e as imagens daquilo que me rodeia, ainda que em tempos passados.
Foi hoje por esses caminhos, em Junho de 1996, uma 2ª feira dia de trabalho, pelas oito horas da manhã, que sai de casa para ir trabalhar. Estacionei o automóvel na frondosa avenida dos Príncipes, entre a estação do comboio e a praia da Parede. Quando cheguei à plataforma da estação uma brisa fresca soprava do mar transportando com ela o aroma dos pinheiros aquecidos pelo sol e o cheiro da natureza e dos velhos caminhos, por onde apenas circulam alegres e descuidadas criaturas místicas.
Enquanto esperava absorvia até ao âmago aquele perfume, e quanto mais profundamente respirava mais os fluidos do meu corpo se iam activando e, de tal modo me purificava que a paisagem se ia transformando. Pouco a pouco as modernas construções iam desaparecendo e os pinheiros iam-se multiplicando.
Fiquei a observar aquelas casas do princípio do Século, agora mais evidentes pela ausência das novas construções. Dum colégio, saia um grupo de meninas, com os seus vestidinhos brancos e chapéus de palha de aba larga dos quais se destacavam grandes laçarotes vermelhos. Em fila, mãos dadas, encaminhavam-se pelo pinhal em direcção á praia; eram alunas do Colégio de St.º António em Lisboa, vieram para a época balnear de Junho de 1924.
Uma delas, muito magrinha, transportada ao colo, veio juntar-se ao grupo, muito abraçadinha ao pescoço de um senhor de idade avançada, de bigodinho e cabelos brancos.
Aquela criança está com medo, pensei, e de repente não tive qualquer dificuldade de reconhecer nela a “sardanisca“ ao colo de seu avô, o Augusto Azevedo.
Depois de alguma resistência a menina deixou que a levassem juntamente com o grupo a caminho da praia - um sorriso e ambos se afastaram sempre a olhar para traz até á esquina; nos lábios um sorriso, no coração uma lágrima e á esquina um adeus.
O meu comboio estava prestes a chegar, apercebi-me vagamente que já tinha passado o rápido, olhei para a multidão e distingui entre os demais, Ester, a “sardanisca” no seu vestido branco de saia de roda e sapatos de salto de cortiça em cunha, como é moda agora nos anos cinquenta.
Comunicámos e fiquei a saber que naquele dia, ela e minha Tia Mariana, iam de novo partir para o Luso, Edmundo o motorista de meu padrinho ia leva-las. - Adeus mãe; despedi-me, também eu irei lá ter logo que possa, mas primeiro tenho que escrever um conto sobre a importância dos aromas.
Besnico di Roma - Jun./1996
Fonte:http://memoriasdeumamnesico.blogspot.com
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